O manejo em Winnicott

O manejo na clínica winnicottiana: discussões a partir
do caso clínico de um adolescente


O pensamento winnicottiano se destaca por sua originalidade em diversos aspectos. Um dos pontos centrais de seu pensamento diz respeito a formulação de sua teoria do amadurecimento humano e sua compreensão do adoecimento psíquico. Para Winnicott o distúrbio psíquico é resultado de uma interrupção no processo de amadurecimento, em decorrência de uma falha na provisão ambiental. Essa compreensão de Winnicott produz efeitos sobre a prática clínica especialmente no que se refere ao manejo clínico.

A prática clínica sob orientação winnicottiana tem por objetivo disponibilizar ao cliente um ambiente cuja confiabilidade possa lhe proporcionar a retomada de seu processo de amadurecimento pessoal. Winnicott compreende o ambiente na totalidade de cuidados que são oferecidos em função do processo maturacional próprio e específico de cada paciente. São esses aspectos que orientarão o manejo clínico.

Nesse sentido, não é possível, partindo das contribuições de Winnicott, formular um enunciado geral que defina um método ou uma técnica para o trabalho clínico. Não podemos falar em uma única técnica já que o manejo clínico se orienta e se organiza conforme a natureza do distúrbio que o paciente apresenta.

Ao propor um manejo atento e sintonizado às necessidades para o amadurecimento do paciente, Winnicott nos gabarita a oferecer um atendimento clínico menos comprometido com uma técnica fixa e rígida e mais flexível e adaptado às particularidades de cada cliente.

Considerando essas contribuições, este artigo apresenta, a partir do atendimento clínico de um adolescente, uma discussão sobre o manejo clínico winnicottiano. Neste relato de caso, observarmos que o apoio na teoria winnicottiana possibilitou um atendimento que fosse muito além da interpretação verbal, levando em consideração tanto as características próprias do paciente em seu momento do amadurecimento – a adolescência – como também as falhas ambientais vividas por ele em etapas anteriores.

Palavras-Chave:Clínica winnicottiana, Manejo, Adolescência.

Para ter acesso ao texto completo, entre em contato com a autora pelo e-mail: marina.reigado@gmail.com
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